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Conferência livre debate questões quilombolas em Alagoas

A conferência faz parte dos preparativos para o Conferência Estadual de Segurança Pública, em 15 e 17 de julho.

Mosael Henrique

A Segurança Pública e as Comunidades Quilombolas é o tema da conferência livre a ser realizada durante o Encontro Etnicidades Nordeste: Promoção da Igualdade Racial em Alagoas: Teoria e Prática, que irá acontecer nesta segunda e terça-feira (6 e 7) no auditório da Casa da Indústria, em Maceió. O evento é uma promoção do Ceafro (Centro Brasileiro de Estudos Afros) em parceria com o Projeto Raízes de Áfricas.

Programada para o segundo dia do encontro, a conferência livre discutirá também a participação das comunidades quilombolas na etapa estadual da conferência nacional, que será realizada de 15 a 17 deste mês no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, em Jaraguá.

Na etapa estadual, a comissão organizadora pretende reunir cerca de 400 pessoas, sendo 40% da sociedade civil, 30% do poder público e 30% de trabalhadores da área para discutir a política de segurança a ser adotada no Brasil. Os participantes serão selecionados por meio de inscrição feita no site da conferência (www.conseg.al.gov.br), a partir da próxima segunda-feira (6).

A partir das conferências livres, a própria comunidade discute a questão da segurança pública dentro da realidade local e apresenta as sugestões e propostas para serem incluídas em documento a ser debatido na conferência nacional, marcada para agosto, em Brasília. “Pela primeira vez na história, discutiremos segurança pública com a sociedade”, afirmou o secretário-executivo da Conseg, tenente-coronel Marcos Vinícius.

Igualdade — No encontro sobre Promoção da Igualdade Racial, diversas secretarias e órgãos públicos estaduais farão uma apresentação das ações e experiências que produzem intervenções nas comunidades quilombolas em Alagoas.

Segundo a coordenadora do Projeto Raízes de Áfricas, Arísia Barros, o enfoque principal será a promoção da igualdade racial para a inclusão social de famílias descendentes dos quilombolas. Ela informou que as experiências desenvolvidas por órgãos públicos e organizações não-governamentais serão divulgadas em uma publicação a ser produzida pelo Ceafro.